Domingo , 16 Dezembro 2018
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Com a proximidade da Copa do Mundo, aumenta a expectativa das comunidades estrangeiras cujas seleções já têm jogos confirmados para Salvador. Pequenos ou grandes, os grupos começam a se organizar tanto para dar suporte aos seus conterrâneos que vêm aos Brasil prestigiar o campeonato como para assistir aos jogos e torcer por suas equipes de coração.   

 

 

 

Uma das comunidades com maior representatividade em Salvador é a portuguesa, formada por cerca de 3,5 mil membros, segundo o cônsul-geral do país da Bahia, José Manuel Lomba. Ele acredita que, apesar da estreia contra uma das seleções favoritas ao título, a Alemanha, no dia 20 de junho, o resultado deverá ser positivo para a equipe lusitana.

 

 

 

“Estou muito esperançoso, juntamente com toda a comunidade portuguesa residente na Bahia, no bom desempenho de Portugal e num bom resultado frente a uma das seleções mais fortes do mundial”, afirma Lomba, ressaltando que pretende assistir ao jogo na Arena Fonte Nova, ao lado dos portugueses e dos baianos que vão torcer pela sua seleção.

 

 

 

Estabelecida há muito tempo na Bahia, onde em geral exerceu atividades relacionadas ao comércio, a comunidade portuguesa vê agora chegar uma nova geração com formação mais especializada e grande foco no empreendedorismo. “Hoje temos portugueses atuando na Bahia nas áreas mais variadas como turismo, construção civil, indústria de metalurgia e diversos pequenos negócios”, explica Lomba.

 

 

 

Nos jogos da Copa, o cônsul aposta no talento de Cristiano Ronaldo para a seleção portuguesa conquistar grandes resultados. Lembra, entretanto, que só há desempenho positivo quando forma um time de qualidade. Quando ao local para acompanhar os jogos, Lomba diz que a comunidade já está mobilizada para reunir aqueles torcedores que não forem ao estádio.

 

 

 

Sabendo que vai enfrentar a concorrência de maior número de portugueses, a cônsul honorária da Alemanha na Bahia, Petra Schaeber, conta que já atuando para reunir o maior número possível de torcedores em Salvador. Segundo ela, existem hoje de 2 a 3 mil alemães morando do estado e com uma importante peculiaridade em relação ao resto do país.

 

 

 

“Aqui, na Bahia, os alemães vivem muito integrados à sociedade, ao contrário do que acontece do Rio e São Paulo, onde eles ficam em grupos mais fechados”, diz a cônsul. O turismo é principal atividade dos alemães que vivem na Bahia. Muitos deles têm pousadas ou agências de viagens, como informa o consulado. Há ainda uma representativa atuação na vida acadêmica das universidades locais. Petra destaca que o consulado também vem se preparando para dar suporte à equipe e aos torcedores visitantes, através da articulação com órgãos e entidades responsáveis pela organização do evento.

 

 

 

Espanha e França - O jogo entre os campeões mundiais Espanha e França, que acontece no dia 13 de junho, abrindo as festividades da Copa em Salvador, também deverá atrair à cidade grande número de torcedores dos dois países. A capital baiana é conhecida por abrigar uma das maiores colônias espanholas do Brasil. Aqui se concentram, principalmente, os galegos. De forma semelhante ao que ocorre com os portugueses, a Bahia tem experimentado uma nova “invasão espanhola”.

 

 

 

Enquanto as gerações mais antigas focavam sua atuação no comércio, os recém-chegados têm se ocupado de atividades diversas, a exemplo de turismo e lazer e construção civil. O número de espanhóis nativos é estimado em cerca de 3,5 mil pessoas, mas é forte a tradição entre descendentes que prometem lotar ruas e estádio para apoiar a “fúria”. Filha de pai espanhol, Michele Rivas faz parte de um grupo de cerca de 200 jovens que buscam manter viva a tradição dos seus antepassados.

 

 

 

Eles se reúnem em redes sociais ou em eventos para celebrar a cultura espanhola. Nos dias de jogos da seleção espanhola, eles estarão juntos para apoiar o que ela chama de seu “segundo time do coração”. “Às vezes ficamos muito divididos, como no final da Copa das Confederações, quando a final foi entre o Brasil e a Espanha”, lembra.

 

 

 

Já o cônsul horário da França na Bahia, Laurent Canovas, no momento tem sua atenção voltada em garantir a segurança da delegação e dos torcedores franceses em Salvador. “Já estamos entrando em contato com a Prefeitura, governo do Estado e governo federal para promover o atendimento e segurança para os visitantes e nossa equipe”, comenta.

 

 

 

De acordo com Canovas, a Bahia tem cerca de 1,2 mil franceses que vivem, principalmente, em Salvador e no Litoral Norte. Muitos deles têm negócios como hotéis e pousadas. Também é cada vez mais comum aposentados resolverem se instalar na Bahia para desfrutarem a vida na terrinha.

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