Domingo , 19 Novembro 2017

 

Doença antiga, que já fez muitas vítimas fatais nos séculos XVIII e XIX, a tuberculose ainda preocupa as autoridades de saúde. Em Salvador, dados preliminares apontam que 723 casos da doença foram registrados, esse ano, com 14 mortes. Em 2015, 1.618 casos novos foram notificados e 130 pessoas morreram. Com o objetivo de controlar a enfermidade, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), criou o Grupo Condutor Municipal de Controle da Tuberculose para planejar ações de prevenção, promoção e assistência de reabilitação do paciente. 

 

Trata-se de um grupo de trabalho multisetorial formado por representantes de diversas entidades municipais, além da sociedade civil, entre elas a SMS, a Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) e o Comitê Baiano para Controle da Tuberculose. Em cronograma a ser definido nos próximos dias, a equipe se reunirá para elaborar políticas públicas voltadas para o tema. O primeiro encontro ocorre na próxima segunda-feira (17).

 

Uma das medidas a ser pensada pela equipe é a descentralização do serviço de prevenção e diagnóstico da doença para ambientes onde haja pessoas vulneráveis à infecção, a exemplo dos lugares que concentram moradores de rua. “É uma medida importante, porque quanto mais rápido a doença for diagnosticada, mais fácil será o tratamento”, disse a diretora de atenção à saúde da SMS, Luciana Peixoto.

 

Sintomas – A tuberculose é uma doença infectocontagiosa transmitida pelo Bacilo de Koch, a partir da tosse, espirro ou fala de quem está doente. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo, HIV e qualquer outro fator que gere baixa resistência do sistema imunológico também favorecem o contágio.

 

Os sintomas mais frequentes são tosse seca e contínua, no início, e depois com secreção, cansaço, perda de apetite, emagrecimento e fraqueza, suor excessivo e febre. Uma das maneiras de prevenção é a vacina BCG, recomendada para o primeiro mês de vida da criança. A vacina diminui as chances de desenvolver formas graves da doença, mas não é 100% eficaz contra a tuberculose pulmonar.   

 

Riscos – Luciana Peixoto explica que o grande risco da doença é a negligência com o tratamento. “A cura da tuberculose leva entre seis meses a um ano para ocorrer e, normalmente, após um mês sendo medicado, os sintomas somem, o paciente acha que já está recuperado e suspende a medicação. Aí está o problema, porque a doença volta mais forte e multirresistente”, conta.

 

Com o abandono do tratamento, o paciente precisa mudar o medicamento para um mais forte e em quantidade maior. Além disso, a negligência pode desenvolver um problema respiratório para toda a vida.

 

Onde tratar – Todas as unidades básicas de saúde do município dispõem de programa de controle da tuberculose, por isso, estão preparadas para atender a população.