Quinta-Feira , 17 Outubro 2019
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O eterno Dorival Caymmi, que completaria 100 anos em 2014 se ainda estivesse vivo, não poderia ficar de fora do Festival da Cidade. O tributo ao grande compositor e cantor que eternizou as belezas do bairro de Itapuã será feito por Saulo Fernandes e Luiz Caldas, em show no palco da Praça Cayru, no Comércio, nesta sexta (28), a partir das 19h.
 
O show segue a linha de homenagem semelhante feita no começo de janeiro, no Parque da Cidade pelos dois artistas. O repertório conta com canções como “Maracangalha”, “O que é que a baiana tem?” e “São Salvador”.  “Estou com Luiz comemorando o aniversário da cidade, cantando Caymmi! Coerência mil!”, afirmou Saulo Fernandes.
 
“O Festival se preocupou em destacar momentos marcantes da música baiana. Caymmi, sucesso desde a primeira metade do século XX, será interpretado por um precursor da axé music, Luiz Caldas, e por um dos novos talentos do Carnaval neste século, Saulo Fernandes. Na mesma noite, teremos ainda Moraes Moreira, dos Novos Baianos”, destacou o secretário de Desenvolvimento, Turismo e Cultura, Guilherme Bellintani. 
 
“Saulo e Luiz Caldas cantam Caymmi” abre os três dias de show do Festival da Cidade. Antes de Saulo e Luiz Caldas, o eterno “Novo Baiano” Moraes Moreira apresenta as músicas do álbum “Acabou Chorare”. Integram o set list sucessos como “Preta pretinha”, “Brasil pandeiro” e “A menina dança”. Filho de Moraes Moreira, o músico Davi Moraes confirmou participação.
 
Sucessos - Nascido em 30 de janeiro de 2014, Dorival Caymmi começou a levar o nome da Bahia ao Brasil e ao mundo em 1938, já morando no Rio de Janeiro. Em 1939, teve o samba “O que é que a Baiana tem”, incluído no filme “Banana da terra” por Carmem Miranda, e em um disco gravado em duo da atriz com o próprio autor. Teve outros sucessos como  “É doce morrer no mar”, “Saudades de Itapuã e “Lá vem a baiana”.
 
“Caymmi é (era) um letrista inspirado, com letras excelentes, lapidadas com o rigor de um ourives. Às vezes deixa (va) de ser um ourives da canção, para ser um garimpeiro na beira do rio, em busca não da palavra certa – esta não lhe basta (va) –, mas da palavra exata”, definiu a neta do artista, Stella Caymmi, no livro “O que é que a baiana tem: Dorival Caymmi na era do rádio”. Compositor de talento e com voz igualmente de qualidade, Caymmi morreu em 2008, aos 94 anos.
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