Domingo , 15 Dezembro 2019
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Terceiro dia do evento é aberto pelo prefeito ACM Neto e pelo ministro do Meio Ambiente, além de autoridades da ONU

Foto: Max Haack/Secom

No terceiro dia da Semana do Clima para a América Latina e Caribe na capital baiana, nesta quarta-feira (21), no Salvador Hall (Paralela), as autoridades nacionais e internacionais ressaltaram a importância do esforço conjunto da sociedade civil para o cumprimento das metas de preservação do meio ambiente no planeta. A programação do dia foi aberta pelo diretor sênior de Políticas e Coordenação de Programas de Mudança Climática da ONU, Martin Frick, com as presenças do prefeito ACM Neto e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Em discurso, o prefeito ressaltou que o evento acontece em um momento importante para o país e para o mundo e a necessidade de que todos os agentes estejam unidos para a preservação do meio ambiente. “O que está em jogo é o destino do planeta e a própria sobrevivência da espécie humana. Nos últimos cinco anos, temos registrado recordes históricos de temperatura, que transformam completamente o regime climático global, causando fenômenos que arrasam economias, cidades e vidas. Não podemos fechar os olhos para as regras fixadas pelo Acordo de Paris com a adesão de 195 países, incluindo o Brasil”.

Ele ainda pontuou que é preciso saber aliar, na mesma prática, o combate às desigualdades sociais e aos crimes ecológicos. Na capital baiana, por exemplo, já estão sendo realizadas ações como a construção da Estratégia de Resiliência, a elaboração do Plano de Mitigação contra as Mudanças Climáticas – com metas a serem alcançadas até 2050 quando Salvador completará 500 anos – e o novo PDDU, com a criação de novos parques e áreas de preservação ambiental.

“Essa é uma luta global e local, simultaneamente, onde é necessário pensar global e agir local. A partir deste solo da primeira capital do Brasil, acima das questões políticas e ideológicas, que todos estejam unidos na preservação do meio ambiente”, completou ACM Neto.

Eco - O ministro Ricardo Salles lembrou que o governo federal foi convencido pelo prefeito a manter a Semana do Clima em Salvador, e que os pontos importantes apresentados pelos participantes do evento têm eco nas iniciativas da pasta do Meio Ambiente. “O encontro aqui consolida efetivamente essa preocupação e esse momento importante que estamos passando no mundo com as mudanças climáticas, com as relações de mitigação e adaptação, de investimento e oportunidade para o Brasil, de mostrar questões de sustentabilidade que já são feitas e outras que precisam ser melhoradas, além das oportunidades de investimento, desenvolvimento e recursos”, pontuou.

O diretor sênior de Mudanças Climáticas da ONU destacou que as mudanças climáticas demandam cada vez mais soluções independentes e que os governos precisam cumprir os compromissos assumidos com o Acordo de Paris. “Todos os dias, estamos vendo situações de crimes contra o clima. O que foi previsto anos atrás para o futuro do planeta, com relação às mudanças climáticas, já está acontecendo”, alertou.

Martin Flick também aproveitou para agradecer pela recepção da capital baiana à realização da Semana do Clima. “Estão reunidas aqui 72 nações discutindo ações para a preservação do planeta. Só posso reconhecer ao governo federal e à Prefeitura a organização deste evento grandioso e que é verdadeiramente regional. Obrigado em nos receber nesta cidade maravilhosa”.

Pacto para a Amazônia – Sobre a situação da Amazônia, que vem sofrendo com o desmatamento e as queimadas da floresta – somente este ano são 80% a mais de casos em relação a 2018 -, o prefeito defendeu um pacto de todas as autoridades da sociedade civil pela preservação da região. “Sou absolutamente comprometido com a agenda ambiental. Temos uma biodiversidade da Amazônia que é estratégica, acho que o Brasil deve conduzir tudo na base do diálogo, mas o centro cerne da questão é a Amazônia, que está sob a nossa tutela e cuidados, é o pulmão do mundo e a gente não pode desconsiderar a sua importância para a manutenção do equilíbrio climático do planeta”, afirmou.

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