Segunda-Feira , 18 Novembro 2019
0
0
0
s2sdefault

Crédito: Bruno Concha / SECOM

Eles costumam ser os primeiros a chegar ao local onde ocorreu um acidente, emergência de saúde ou situação provocada por violência. Os 800 socorristas do Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), são os profissionais responsáveis por prestar os primeiros socorros e levar os pacientes até uma unidade de saúde em casos de urgência. Nesta quinta-feira (11), Dia Nacional do Socorrista, a equipe do SAMU foi homenageada por cerca de 100 crianças, de 3 a 9 anos, da Escola Flora Encantada, na praça de Piatã.

A rotina desses guerreiros é bastante agitada. Diariamente, atendem em média 350 ocorrências na capital baiana e também nas regiões de Itaparica, Vera Cruz, Lauro de Freitas, Simões filho, Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde, Santo Amaro e Saubara. De acordo com o médico e coordenador de urgência e emergência hospitalar do município, Ivan Paiva, os socorristas são imprescindíveis para que o município oferte saúde naquelas situações mais críticas. “São os profissionais que chegam para atender a emergência, no local onde aconteceu, com qualidade e de forma resolutiva”, diz.  

Os socorristas podem ser técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos e/ou bombeiros. No caso dos motoristas das ambulâncias, é exigido ainda um curso de direção especializada para veículos de emergência. De acordo com a SMS, existem dois tipos de unidades de atendimento no SAMU: a de suporte básico, que leva três profissionais; e a de suporte avançado, que leva três profissionais, sendo um enfermeiro, um médico e o condutor socorrista. O médico lembra as diversas situações em que o socorrista atua no dia a dia.

“O indivíduo não tem momento nem lugar para passar mal, ter um problema de saúde ou sofrer um acidente. Pode ser uma queda na piscina, um engasgo, um infarto, um derrame ou até uma crise de pressão alta. Naquele momento, às vezes, a pessoa não tem condições de pegar um carro e se dirigir a uma unidade de saúde. E somos nós socorristas que levamos o equipamento de saúde até a vítima que pode estar em casa, no trabalho, na escola ou no momento de lazer”, assinala.

Anjos ao telefone - Os socorristas também atuam na central de regulação, no 192. Os profissionais prestam serviço por telefone, acionando as ambulâncias e dando direcionamento ao pedido de socorro. Juntos com os médicos reguladores e rádio reguladores, eles acolhem o chamado, identificam se é uma situação de urgência, orientam o solicitante como proceder até que ambulância chegue para seguir com o atendimento.

Paiva assinala a importância da categoria que consegue prestar o atendimento de forma rápida, principalmente nas doenças chamadas tempo dependentes, aquelas em que o retardo do atendimento pode levar à morte ou trazer sequelas a vítima. “Conseguimos chegar rápido e fazer as manobras que são necessárias para manutenção da vida e estabilização do quadro e em seguida fazer a remoção para uma unidade de saúde que prosseguirá com o atendimento. Esses profissionais são fundamentais para esse atendimento inicial”, destaca. 

Paiva faz questão de homenagear a classe. “Nossos profissionais fazem o que amam, se dedicam, vão para ruas, à noite, as vezes debaixo de chuva, no escuro e em situação de perigo. Hoje é um dia especial, mas para mim o dia do socorrista é todo dia porque diariamente cumprem a missão de salvar vidas”, lembrou o médico.

Salvando vidas  –
 Atualmente, o SAMU conta com 41 ambulâncias, sendo 8 avançadas e 33 para o suporte básico. O serviço tem ainda 8 motos, uma lancha, uma caminhonete que funciona como UTI móvel e um helicóptero em parceria com Polícia Rodoviária Federal. (PRF).  Em 14 anos de atuação, além dos atendimentos diários, o SAMU também realiza trabalhos em parceria com as escolas municipais, estaduais e particulares capacitando os jovens para manobras de primeiros socorros e mostrando a importância do atendimento imediato em casos de emergências.

Durante essas palestras, são realizadas atividades de conscientização do serviço e o prejuízo que um trote pode acarretar à comunidade, como a saída de ambulâncias para chamadas falsas enquanto outros pacientes em estado grave realmente estão necessitando do atendimento de urgência.

 

 

0
0
0
s2sdefault