Segunda-Feira , 24 Junho 2019
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Foto: Bruno Concha

No dia seguinte após assumir a titularidade da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Rogéria Santos se reuniu com servidores no gabinete, nesta quarta-feira (6), para discutir questões internas da pasta. A agenda de compromissos para os próximos dias será voltada para conhecer de perto as instalações dos centros de referência Loreta Valadares (Barris) e Irmã Dulce (Ribeira), além de encontro com órgãos e instituições da rede de proteção e atenção que atuam na cidade.

 “Se quisermos que Salvador assuma a dianteira no que tange à elaboração e execução de políticas para mulheres, infância e juventude, temos que trabalhar em conjunto para transformar vidas. Estou na fase de transição para levar ao prefeito ACM Neto um diagnóstico de cada grupo que a SMPJ representa. Mas, de antemão, a prioridade será nossa contribuição de forma incisiva para combater a violência contra a mulher”, enfatizou.

 Rogéria complementa que a secretaria possui um bojo amplo de atuação e compara o desenho da pasta a características da capital baiana. “A maioria da população soteropolitana está representada aqui e composta por mulheres, assim como crianças e jovens. Então o desafio é construir políticas públicas para toda a cidade. Aliás, não é só construir, mas que elas sejam efetivas e produzam resultados satisfatórios.”

Carnaval – A nova secretária revelou que a atenção agora está voltada para o Carnaval, que começa daqui a três semanas, e ressalta a importância dos centros de convívio que serão implantados pela SMPJ nos circuitos do evento. Quatro unidades públicas de ensino vão se transformar em casa de acolhimento para 400 crianças e adolescentes na faixa etária de 0 a 17 anos, nos bairros de Ondina, Rio Vermelho, Nazaré e Barris.

 “O acolhimento é uma questão ímpar da SMPJ. A situação da vulnerabilidade da criança no período do Carnaval é muito grande. Existem situações de trabalho infantil, prostituição e até crianças envolvidas no alcoolismo. Por isso, o trabalho com as crianças nos centros de convivência é sério, extenso e árduo, e precisa ser delimitado e cronometrado para que haja uma logística perfeita a fim de assistir as crianças na sua totalidade. Quando a gente traz um serviço desse para população, os pais ficam tranquilos sabendo que suas crianças estão em segurança, estão devidamente alimentadas, que estão se divertindo com atividades lúdicas, sem estarem vulnerável às ruas", declara Rogéria.

A titular da SPMJ lembra que a Prefeitura também disponibilizará um Observatório para registro de ocorrências que envolvam violência contra a mulher. Um posto central será montado no Campo Grande e terá o reforço de mais seis mirantes, três deles distribuídos no Circuito Osmar (Centro) e outros três, no Circuito Dodô (Barra/Ondina). "As mulheres também são vulneráveis no Carnaval", justificou.

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