Quinta-Feira , 18 Abril 2019
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Com a promessa de um público estimado em mais de 300 mil pessoas, o cantor Igor Kannário aproveitou a participação na terceira noite do Festival Virada Salvador 2019 para realizar a gravação de mais um DVD. Para esquentar ainda mais a apresentação, o artista levou ao palco da Arena Daniela Mercury a participação de Hiago Danadinho. 

Pianíssimo, calmo como uma peça clássica avulsa e quase silenciosa, Igor Kannário, o Príncipe do Gueto, abriu a caixinha de música da terceira noite de Festival Virada Salvador. Gentil e elegante com seu público fiel, a quem chama reverencialmente de "nação kannariana", o cantor apresentou uma mescla da tradicional quebradeira da qual é o maior expoente, mas trouxe de arrasto o refino da MPB e a modernidade sempre fresca da música eletrônica. E esse balaio musical atraiu centenas de fiéis partidários de sua escalada pública e artística. 

Eles atenderam à convocação do “Príncipe do Gueto” e compareceram em massa à Arena. Pontualmente, Igor Kannário subiu ao palco e causou uma verdadeira revoada de fãs que levantaram poeira para mostrar que a “Pipoca do Kannário” é barril dobrado.  

As amigas Talissa Menezes, 21, e Ariana Santos, de 22 anos, chegaram cedo, foram à praia e conseguiram um lugar pertinho do palco para não deixar escapar um detalhe sequer da apresentação. “A ideia é diversão no talo. Só vamos sair daqui no lixo”, avisa Talissa, também ansiosa pelas apresentações de Jorge & Matheus e Ferrugem, mais para o fim da noite. 

A suingueira começou com uma homenagem à Timbalada, com “Tonelada de Desejo”, mas logo ganhou forma e, a bordo do piano de cauda longa presente no palco, se transformou na tradicional quebradeira, enquanto a plateia pedia “uh, é o Kannário! Ih, F***u! O Kannário apareceu”. 

De repente, cessaram os acordes de piano e o príncipe surge, de fraque preto e camisa branca, cabelos pretos alinhados, óculos escuros de hastes douradas, e cantando os primeiros versos de “Força Estranha”, de Caetano Veloso, que logo adquiriu tons percussivos - e a volta do piano - como se saudasse a multidão com um afago da brisa marinha. 

“Só quem é kannariano, quem é favela de verdade, joga as mãos para cima e agradece a Deus para que ele abençoe a todos nós!”, pediu Kannário, como se fizesse uma oração antes da quebradeira invadir as areias da Boca do Rio. 

“Piveta Mil Grau, vem para cá!”, convocou o cantor, enquanto surgia, de verde e rosa, Laísa Matos, noiva do cantor, dançando e encantando. Em seguida, Kannário apresentou, pela primeira vez, a canção “Bate Certinho”, mais uma romântica para quebrar de mansinho. E a plateia cumpria, sem reclamar, cada comando. “Nosso amor bate certinho, bem gostosinho. Então chora quem perdeu!”, decretou o príncipe apaixonado que encantou a plateia na despedida de 2018. 

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