Domingo , 27 Maio 2018
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Os alunos da Escola Municipal Fernando Presídio, em Paripe, já convivem com a realidade de uma alimentação saudável e nutritiva, através de diversas opções de frutas e hortaliças produzidas pela horta escolar, um incentivo a mais para ir às aulas. A iniciativa foi firmada, em setembro de 2017, através de uma parceria entre as secretarias municipais de Educação (Smed) e Cidade Sustentável e Inovação (Secis).

O centro educacional foi escolhido para receber o projeto piloto Horta Escolar, que pretende levar sustentabilidade e a multidisciplinaridade para diversas instituições da capital baiana. O espaço, que tem área de aproximadamente 200m², é dividido em dois quadrantes, um para hortaliças e outro de frutíferas. Ali são plantadas abóbora, couve, batata-doce, milho, rúcula, quiabo, orégano, hortelã. Complementam a alimentação dos alunos melão, acerola, pitanga e goiaba.

Segundo Laurita Pinheiro, uma das merendeiras da unidade, a mudança alimentar demorou a cair no gosto dos alunos, mas aos poucos todos foram se envolvendo com a nova realidade. “Os alunos foram gostando aos pouquinhos, mas conforme eles vinham colhendo e trazendo para a cozinha, participando da manutenção do espaço, eles já colocaram como hábito esta alimentação saudável diariamente”, conta.

Para a dona de casa Aline Santos, 33, mãe do aluno Willian, de 9 anos, o sentimento é de orgulho. “Essa horta trouxe mudança na rotina alimentar do meu filho. Antes ele não gostava de verduras e frutas, e hoje ele não vive sem. Só pelo fato do meu filho começar a gostar de alimentos saudáveis fico muito orgulhosa”, comemora.

Para a diretora da escola, Cássia Santos, a participação da comunidade na manutenção da horta é intensa. “A comunidade me surpreende muito. Logo quando foi implantada, os pais dos alunos não davam muita atenção à horta, e hoje ajudam ativamente na manutenção desse espaço, trazendo até mais mudas para que novas frutas e hortaliças sejam plantadas. Se todos cuidam de um ambiente que é comum, todos se beneficiam”, explica.

Outras duas escolas contam com hortas deste tipo na capital baiana, uma no Rio Sena e outra em Castelo Branco, além das hortas comunitárias já existentes na cidade, como a do Imbuí, Pituba, Alto do Itaigara e Horto Florestal.

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