Sábado , 18 Agosto 2018
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Unir lazer, esporte e cidadania é a proposta do programa piloto Bike Sem Barreiras, que proporciona momentos de descontração a pessoas com deficiência através do uso de bicicletas adaptadas e do apoio de uma equipe de voluntários dedicados. Neste domingo (6), o público poderá se divertir em uma nova edição do projeto, que ocorrerá no Parque da Cidade (Itaigara), das 8h às 12h.

Lançado pela Prefeitura em março como parte das comemorações pelo aniversário de 469 anos de Salvador, o projeto Bike Sem Barreiras é desenvolvido pela Unidade de Políticas para Pessoa com Deficiência (UPCD) junto com a Empresa Salvador Turismo (Saltur) e o Movimento Salvador Vai de Bike, além da parceria com a faculdade UNINASSAU. 

A atividade ao ar livre aliada ao uso das bikes pode prover diversos benefícios à saúde dos participantes. Na primeira edição do projeto realizada em março, na Avenida Magalhães Neto, 20 pessoas com deficiência realizaram passeios nas bicicletas adaptadas. Outras edições estão previstas até agosto, sempre quinzenalmente aos domingos, no Parque da Cidade.

Vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comped), Antônio Carlos, que é paralítico, participou da primeira edição do Bike Sem Barreiras e aprovou o projeto. "É um projeto interessante porque as pessoas com deficiência precisam de lazer e de esporte. Com o advento da paralimpíada, isso despertou a consciência nas pessoas de que também podem praticar esportes e até pensar em algo mais", pontuou.

Na experiência com a turma, Antônio Carlos afirmou que o ganho das pessoas através do projeto é a superação. "Pude perceber, observando alguns amigos com deficiências diferentes e que conseguiram com facilidade utilizar os equipamentos, é que essa atividade é um bem para todas as pessoas", finalizou. 

Para o lazer dos soteropolitanos há três tipos de bicicletas adaptadas, cada uma projetada para atender a uma determinada deficiência. Toda a tecnologia utilizada nos equipamentos foi desenvolvida pela UNINASSAU, que, além de colaborar com a disponibilização dos equipamentos, ainda realiza uma mediação entre seus docentes e alunos – que integram cursos de nutrição, fisioterapia, assistência social e áreas afins – para auxiliar de forma voluntária. 

Os modelos de bicicletas utilizados são a handbike, que é um triciclo adaptado para ser pedalado com as mãos; a bike dupla, que permite ser pedalada por um monitor e 1 pessoa com deficiência visual; e a the duet, equipamento que permite conduzir uma pessoa com deficiência múltipla ou tetraplégica e que pese até 120 quilos.

Estatísticas - De acordo com o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem 700.101 pessoas com algum tipo de deficiência em Salvador. Este quantitativo representa 26% da população soteropolitana. A maioria das pessoas identificadas no censo possui deficiência visual. Em segundo lugar na pesquisa está a deficiência física, seguida pela auditiva. Em último lugar está a intelectual.

 

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