Segunda-Feira , 18 Dezembro 2017

 

 

Criadas para promover o convívio entre membros de uma comunidade, entreter com arte, esporte e lazer, além de servir como espaço de contemplação, as mais de 200 praças construídas ou reformadas pela Prefeitura desde 2013 são continuamente danificadas. Seja por mau uso ou ação premeditada, regularmente são registrados casos envolvendo quebra de materiais, pichações e até mesmo roubo de peças que, além de impactar negativamente a economia do município, interferem no dia a dia da população.

 

A ocorrência mais recente foi registrada na Praça do Imbuí, localizada na região boêmia do bairro, próxima aos bares, onde 11 equipamentos da academia de saúde foram recolhidos hoje (28) à fábrica da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), na BR-324, para manutenção após apresentarem defeitos que impossibilitam seu uso apropriado ou vandalismo. Lá, eles serão avaliados por técnicos especializados, passarão por pintura e reconstrução, caso necessário, de modo que possam servir novamente à população no mais curto espaço de tempo possível. Esse tipo de ação depredatória gera um custo mensal de até R$ 30 mil aos cofres municipais.

 

Os equipamentos ficam na fábrica por cerca de 15 dias, recebendo manutenção preventiva e corretiva, até que possam ser devolvidos à população. "São peças, em sua maioria, feitas de metal, que, além de sofrerem desgaste pela presença do salitre, devido à proximidade com o mar, ainda passam por uso indevido, furto e depredação. É importante ressaltar, entretanto, que após as denúncias de outros casos, as ocorrências têm diminuído, mas ainda são frequentes", sinaliza Marcílio Bastos, presidente da Desal.

 

"Atualmente, Salvador possui dezenas de playgrounds a céu aberto, o que pode ser considerado uma vitória em vista de como a cidade estava há cerca de cinco anos. Mas, além da vigilância do poder público, cabe também à população o cuidado com o espaço público. Hoje, a população abraçou a ideia e passou, ela mesma, a solicitar a criação, ampliação ou reforma de praças. Os equipamentos são erguidos em locais que antes funcionavam lixões e depósitos de entulho. Hoje, famílias inteiras, jovens e crianças passeiam e convivem de forma pacífica nestes espaços públicos", acrescenta Bastos.