Sábado , 19 Agosto 2017

Na contagem regressiva para o Campus Party Bahia, que será realizado na Arena Fonte Nova a partir desta quarta (9) a domingo (13), a estudante Maria Aparecida, 13 anos, mal consegue segurar a ansiedade para mostrar o que o seu robô “Afonso” é capaz de fazer. Ela, que é aluna do 9º ano da Escola Municipal Professora Olga Mettig, em Nova Brasília de Valéria, integra, junto com mais duas colegas da unidade de ensino, a equipe Lulutech. O grupo - como o nome sugere é formado apenas por meninas - participará da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que integra o Campus Party Bahia. Essa é a terceira vez que a Olga Mettig participa da olimpíada.

 

 

A OBR é uma olimpíada científica que tem como objetivo estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar talentos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro. A competição é voltada a todos os estudantes de qualquer escola – pública ou privada – do ensino fundamental, médio ou técnico em todo o território nacional, e é uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos. Entre as modalidades do evento, os robôs dos participantes terão de passar por uma simulação de um ambiente de desastre, onde há vítimas que precisam ser resgatadas.

 

Para o salvamento, o robô deve ser ágil para superar redutores de velocidade e obstáculos, além de transpor caminhos e subir rampas para conseguir salvar as vítimas (bolas de isopor revestidas de papel alumínio) e transportá-las para uma região segura, onde o ser humano poderá resgatar a vítima posteriormente. “A robótica trabalha com questões da vida real, simulando essas situações para que o participante possa pensar e construir. Tudo que eles aprendem em sala de aula é colocado efetivamente em prática”, explica a vice-diretora e técnica Fabiana Silva.

 

O robô – Na reta final dos preparativos para mais uma edição, a jovem Maria Aparecida acredita em mais uma conquista. “Evoluímos bastante e acho que a gente vai dar um ‘caldo’”, conta a estudante Maria Aparecida, que se envolveu durante todo o ano com questões de física, matemática e mecânica. O robô Afonso – nome inspirado do cantor Luis Fonsi, do hit Despacito – se trata de um carrinho composto por blocos de lego, motor e sensores de cor, distância e infravermelho. Além da equipe Lulutech, a Olga Mettig será representada pelo time Brazuca, formado por três estudantes que cursam entre o 8º e 9º ano.

 

Para o técnico de engenharia e programação de robótica André Magno, que trabalha com os alunos na construção dos robôs, o desafio maior é trazer o conhecimento do Ensino Médio, que trabalha questões de física, engenharia e computação, para o Fundamental I e II. “A parte da programação exige esforço maior porque envolve cálculo e noções de física. Mas eles estão no caminho certo. Esse ano queremos ficar entre os três melhores para irmos para a etapa nacional”, projeta André, que conquistou prêmio de Melhor Técnico no torneio de robótica First Lego League 2016.

 

Nas OBRs de 2014 e 2015, a Olga Mettig, através da equipe Cibertupiniquins, ganhou prêmios de Melhor Escola Pública, mas esse ano a equipe não participará. A escola dispõe de um núcleo específico de robótica desde 2014, no qual seleciona alunos para participarem de atividades voltadas para o assunto. As aulas ocorrem no turno oposto às regulares. A instituição aposta no alto nível de aprendizado que a robótica proporciona no estímulo ao estudo e no envolvimento dos alunos, que geram resultados nos estudos, como aumento da concentração e do rendimento escolar. A unidade de ensino atende a 530 alunos do 1º ao 9º ano.