Quinta-Feira , 17 Outubro 2019
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A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Manutenção (Seman), já retirou mais de 17 toneladas de resíduos – em sua grande maioria, garrafas pet e demais itens plásticos –, como parte dos esforços para desobstruir a rede de drenagem da Lagoa do Urubu, localizada na BR-324, nas imediações do bairro de Pirajá. Mais de 100 caçambas já foram utilizadas para escoar o volume de material removido da lagoa desde o início dos trabalhos, no dia 27 de junho, por conta do alagamento que já desalojou mais de 150 famílias. O trabalho faz parte dos esforços da gestão municipal na região, que há duas semanas sofre com alagamentos por conta do entupimento da rede devido ao grande volume de materiais impróprios despejados no sistema de escoamento.
 
As empresas localizadas no entorno da lagoa são as principais responsáveis por despejar resíduos no local. Além das garrafas, pneus, sapatos e outros objetos são lançados indiscriminadamente nas águas, contribuindo para o agravamento da situação. Desde o início do trabalho, a Seman busca soluções para garantir o escoamento da água, que costuma tomar a pista, destruindo a pavimentação. Na última semana, o secretário Marcílio Bastos detalhou o plano de ação desenvolvido para o local, que conta com três etapas. Segundo ele, no primeiro momento está sendo realizada a drenagem da lagoa, no intuito de alcançar a rede subterrânea e descobrir o ponto de estrangulamento que ocasionou o problema. Em paralelo, os técnicos da secretaria fazem a dragagem da parte alagada nas proximidades da comunidade para evitar novas ocorrências. O objetivo é desviar a rede para algum ponto afastado da área residencial.
 
"Nosso trabalho está voltado para o aumento da capacidade de armazenamento da lagoa, com a ampliação da profundidade, que é possível, em grande parte, com a retirada do entulho depositado ali, livrando assim a comunidade dos alagamentos, visto que a cheia da lagoa é responsável por 80% dos incidentes registrados no local. Por isso, reforço aqui o pedido à população para que evite descartar lixo de forma irregular. Todo material depositado em locais impróprios contribui para a obstrução da rede de escoamento das águas pluviais. Além disso, o material utilizado para compor o sistema é incompatível com grande parte da matéria orgânica depositada incorretamente nos esgotos, e esse descarte irregular acelera o desgaste dos equipamentos", finaliza.
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